quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Maior bilionário do Brasil, Lemann fala de seu maior erro

DINOSSAURO RECONHECIDO: empresário 
Jorge Paulo Lemann reconhece a necessidade de
 atualizar sua companhia para o novo mercado
REUTERS/Lucy Nicholson

Publicado originalmente no site da revista EXAME, em 8 de agosto de 2018

Maior bilionário do Brasil, Lemann fala de seu maior erro

Perguntado sobre o maior erro de sua carreira, Lemann diz que cometeu vários e aprendeu com eles e a maior lição, conta, foi aprendida no Garantia

Por Karin Salomão 

São Paulo – Aprender com os próprios erros é uma máxima que já se tornou clichê. No entanto, quando se trata do maior bilionário brasileiro, as lições são certamente valiosas.

O podcast da gestora de investimentos Rio Bravo entrevistou Jorge Paulo Lemann sobre sua carreira, política e educação no Brasil.

Perguntado sobre o maior erro de sua carreira, Lemann diz que cometeu vários e aprendeu com eles. A maior lição, conta, foi aprendida no Garantia, banco comprado por ele e pelos sócios Marcel Telles e Beto Sicupira e mais tarde vendido.

“O maior erro do Garantia é que era uma organização visando o curto prazo”, afirmou ele ao podcast. De acordo com ele, os bônus semestrais por resultado e a rápida promoção dos funcionários em sócios levaram a companhia a se focar apenas no curto prazo.

“Percebemos que precisava mudar muito ou não ia para frente”, afirmou. Por isso, no 3G, empresa de private equity fundada por ele em 2014, a visão era outra, voltada a um crescimento mais perene, conta.  Para ele, o método 3G de gerir companhias é “ter poucos negócios, muito foco, fazer com capital próprio e construir no longo prazo”.

Segundo ele, construir uma empresa lucrativa e com foco no longo prazo é algo que falta a algumas startups.

“Startup em geral é de gente que não tem dinheiro, então tem um objetivo. O que é curioso é que antigamente a maneira de ganhar dinheiro rápido era montar uma empresa que desse lucro. Mas hoje o objetivo é gerar histórias capazes de captar mais dinheiro de novos investidores”, afirma.

“Mudou a ótica de ganhar dinheiro, para fazer uma história bonita para tomar dinheiro de todo mundo que quer investir em startups. Acho que tem muita startup aí que o pessoal está levantando dinheiro a preços absurdos”, diz.

Mesmo assim, o empresário é otimista com o cenário de empreendedorismo brasileiro. “Tem muita coisa boa aqui. Em todo lugar que eu vou tem algum sujeito começando alguma coisa e com sucesso”, fala.

Texto e imagem reproduzidos do site: exame.abril.com.br

sábado, 14 de abril de 2018

O guru das estatais

Imagem: Fotomontagem

Publicado originalmente no site da revista Istoé Dinheiro, em 23/09/16

O guru das estatais

O consultor Vicente Falconi torna-se figura influente por trás das reestruturações da Petrobras e da Eletrobras

Vicente Falconi: “Aquilo que você não mede, você não gerencia. Fica à deriva”

Ralphe Manzoni Jr.

Assim que assumiu a presidência da Petrobras, no fim de maio deste ano, o executivo Pedro Parente chamou Vicente Falconi, dono de uma consultoria de gestão homônima, para conversar. Os dois se conhecem desde 2001, quando Falconi fez parte do Comitê de Gestão da Crise de Energia Elétrica, órgão criado para enfrentar o apagão durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Ambos trabalharam juntos também na companhia de mídia gaúcha RBS e na empresa do agronegócio Bunge, que foram comandadas por Parente. Não é de se estranhar que as primeiras declarações do novo presidente da estatal do petróleo são as de que quer adotar “o modelo de gestão da Ambev” na Petrobras.

Sabe quem é a mente por trás do modelo de gestão da Ambev? Sim, Falconi. O consultor é a eminência parda que ajudou a forjar a cultura de eficiência da maior cervejaria brasileira. Por essa razão, ele faz, há muito tempo, a cabeça de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, os donos da Ambev e sócios no fundo 3G Capital, controladores do Burger King e da Heinz Kraft. O empresário gaúcho Jorge Gerdau trabalha com Falconi desde a década de 1980 e fez, ao seu lado, uma cruzada pela levar os métodos do consultor para as empresas públicas, por meio do Movimento Brasil Competitivo.

A lista de figurões que cultuam Falconi é extensa e inclui ainda os banqueiros Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, acionistas do Itaú Unibanco, o publicitário Nizan Guanaes, do grupo ABC, e o médico Edson de Godoy Bueno, controlador do laboratório Dasa e que vendeu a Amil para a UnitedHealth, tornando-se acionista da gigante americana do setor de saúde. Perto de completar 76 anos, Falconi tem idade mais do que suficiente para estar aposentado. Mas ele não só está na ativa como, nos últimos meses, se transformou no guru por trás de duas das maiores reestruturações de empresas em curso no País.

Por coincidência, ambas estatais: a Petrobras e a Eletrobras. Nesta última, o consultor foi recrutado para fazer parte de seu conselho de administração. Sua missão é ajudar o executivo Wilson Ferreira Jr., que acabou de assumiu a companhia, a dar um choque de gestão na problemática holding do setor elétrico. “O Falconi certamente é a maior liderança no tema da eficiência de processos, da eficiência operacional e da eliminação de perdas”, disse Ferreira Jr., em entrevista exclusiva à DINHEIRO (leia reportagem sobre a Eletrobras aqui). “Ele tem um campo vasto para mexer dentro da Eletrobras.”

Por que Falconi se transformou no mais renomado guru de gestão do Brasil? Ele inspirou em um método que pode ser resumido em quatro letras: PDCA, iniciais em inglês das palavras planejamento, execução, acompanhamento e correção. O consultor uniu o conceito de meritocracia do Goldman Sachs e a estratégia de gerenciamento “gastando a sola de sapato” de Sam Walton, fundador do Walmart, e estabeleceu disciplina e métricas a eles. “Aquilo que você não mede, você não gerencia. Fica à deriva”, costuma dizer Falconi. Segundo ele, todos os funcionários da empresa precisam ter metas: do presidente ao empregado do chão de fábrica. É exatamente o que vai acontecer na Petrobras e na Eletrobras.

As duas estatais também vão adotar o que ficou conhecido como “orçamento base zero”, a revisão anual de despesas que desconsidera o histórico anterior e leva em conta as prioridades estabelecidas a cada ano. Falconi não é o criador dessa estratégia, que é atribuída ao engenheiro americano Pete Pyhrr, da fabricante de chips Texas Instruments, na década de 1960. Mas ele e o trio do 3G levaram essa técnica ao estado da arte. Por esse motivo, a obsessão de Falconi por manter os custos sob controle é célebre. “Ele gosta de esquadrinhar todas as despesas a fundo para saber realmente o que pode ou não ser cortado”, diz um consultor, que trabalhou durante muitos anos com Falconi. “Um de seus bordões, repetidos por executivos da Ambev, é que custos são como unhas: se não cortar, crescem.”

Nascido em Niterói, Falconi formou-se em engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1963. Atuou como professor de metalurgia de 1964 a 1992 nesta instituição. Por essa razão, adota um tom professoral quando conversa com outras pessoas, explicando didaticamente seus pontos de vista. É chamado, inclusive, de professor tanto por seus funcionários, como pelos empresários. Na década de 1980, ele prestava consultoria pela Fundação Christiano Ottoni, ligada à UFMG. Um de seus parceiros mais frequentes era José Martins de Godoy, que veio a se tornar seu sócio no Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), nome da consultoria de ambos.

Os dois dividiam bem o trabalho. Godoy cuidava do dia a dia. Falconi era o orientador técnico e sua face mais visível para o mercado. Esse relacionamento manteve-se inabalado até 2010, quando o processo de sucessão do INDG fez Falconi e Godoy romperem de forma ruidosa. Godoy criou a Aquila, uma consultoria comandada por seu irmão. Falconi abandonou o nome de INDG para criar uma empresa com a sua própria marca, em 2012, e escolheu o executivo Mateus Bandeira como CEO. Atualmente, envolve-se diretamente em poucos projetos. Mas, dado o trabalho que terá na Petrobras e Eletrobras, tudo indica que Falconi ainda está longe de se aposentar.

Correção: a primeira versão desta reportagem dizia que Vicente Falconi criou o método PDCA. Na verdade, ele se inspirou neste método.

Texto e imagem reproduzidos do site: istoedinheiro.com.br

Entrevista com Prof. Vicente Falconi


Época Negócios entrevista o professor Vicente Falconi. 

Entrevista com Prof. Vicente Falconi, sócio-fundador da FALCONI
Texto de Pedro Carvalho (Época Negócios) –

“O que falta ao país é planejamento”, diz Vicente Falconi

O celebrado consultor de empresas fala sobre corrupção, ineficiência no setor público e de como a “receita Ambev” poderia ajudar o governo.

Vicente Falconi, 75 anos, é um dos mais influentes consultores de empresas do país. Foi o idealizador da chamada cultura Ambev (que ele prefere chamar de cultura Falconi), marcada pela obsessão com as metas e a meritocracia. Replicou o modelo em várias corporações, como o Itaú e a Gerdau, e nos últimos 15 anos levou a experiência para o setor público. Falconi gosta de dizer que promoveu “choques de gestão” em prefeituras, governos e administrações federais, numa lista que vai de Aécio Neves (em Minas) até Lula e Dilma. Aqui, ele aponta caminhos para tornar mais eficientes os serviços públicos.

Por que o setor público tem tanta dificuldade para se tornar mais eficiente?
Algumas organizações, como a Polícia Federal, estão muito bem. Nós trabalhamos com eles no governo Lula, sabemos que a atitude ali é boa. O mesmo ocorre com instituições como o Ministério Público e o Banco Central. Outras, como o Ministério da Saúde, não vão bem. Porque não têm departamento de RH, por exemplo. Não têm seleção, avaliação, treinamento, carreira estruturada. O Ministério da Saúde tem um giro de pessoal muito grande, a turma faz concurso para entrar e depois fica de olho para passar em outro lugar, porque aquilo lá não é futuro para ninguém. Futuro é estar na PF, no BC. Eu escrevi três cartas para a presidente, logo após as eleições, para falar dessas coisas.

Ela respondeu?
Não, pô. Ela recebeu umas 500 mil cartas. O problema maior é que nosso país não tem um planejamento. O que falta é um planejamento de 50 anos: a que taxa queremos crescer, o que isso vai demandar em energia e capital, como a população vai variar de idade.

O senhor fez um plano para melhorar a gestão do Ministério da Saúde. O que deu errado?
Foi o seguinte. O Gerdau [Jorge, empresário] me levou para um almoço com a presidente, em 2011. Foi um papo muito bom. E ela falou muito sobre saúde. Então eu disse: vamos investir nisso, desenhar um sistema de saúde. Gastamos R$ 1 milhão para fazer o projeto. Fomos ao ministério e apresentamos a proposta. A ideia era treinar 300 servidores para atacar um dos grandes problemas: a gestão de hospitais públicos. O foco seriam duas coisas. Primeiro, fazer uma filtragem na entrada. O paciente precisa ser internado ou não? Se não precisa, vai para um posto de atendimento, toma um remédio e volta para casa. Iríamos criar um indicador de ritmo de internação. Uma vez internado, a gente faria outro indicador, do tempo médio de permanência. Hoje, ele gira em torno de 15 dias. Nos hospitais particulares, fica próximo a três dias. Se você pegar os hospitais públicos e reduzir o índice à metade, para 7,5 dias, seria como dobrar a capacidade de atendimento. É como construir os hospitais de novo, a custo zero. E nós decidimos trabalhar a preço de custo, para ajudar o país. Mas eles não toparam.

Onde emperrou?
Podem ter pensado: “esse Falconi é do PSDB, gosta de trabalhar com o Aécio”. É difícil entrar na cabeça das pessoas. Foi um “não, obrigado”.

A gestão de um país não é diferente da gestão de uma empresa, por envolver temas mais sensíveis?
Isso é conversa fiada. Do ponto de vista gerencial é exatamente a mesma coisa que uma empresa. É só colocar o objetivo certo: não é dar lucro, é servir. Quais são os indicadores? Qual é a meta? Se não atingi-la, quem é o responsável? A educação está melhor do que a saúde por um simples motivo: foram criados o Ideb e o Enem e ainda tem um indicador internacional, o Pisa. Quando existe indicador, você pode avaliar, colocar meta. Tudo isso o Ministério da Educação tem. Você pode até reclamar da educação, mas não pode falar que ela não está melhorando, porque está, sem dúvida.

Em conversas reservadas, Jorge Paulo Lemann afirma que, se colocassem o pessoal da Ambev no governo, a gestão melhoraria. Falta mais Ambev nos serviços públicos?
Todo mundo pode ter mentalidade Ambev, Klabin, Suzano, tem várias empresas boas no Brasil. O que elas têm? Um departamento de RH, que recruta pessoas adequadas, faz treinamento intenso, avalia, promove os melhores. São coisas básicas, que a área pública não tem. A Polícia Federal tem. O Banco Central tem. Eu acho que a Polícia Federal é Ambev, o BC é Ambev. Acredito que ele tenha usado essa expressão para dizer o seguinte: se você treinar as pessoas e usar a meritocracia, aquilo vira uma máquina de produzir resultado.

A meritocracia da Ambev…
Pois é, todo mundo fala de Ambev… A Ambev usa o sistema da FALCONI. Várias empresas adotaram o modelo. Acho que o setor privado brasileiro vai muito bem, obrigado.

Algumas empresas não vão tão bem.
Vou te contar. A gente, que é velho, já passou por muita coisa. Eu comecei a pesquisar sobre gestão na década de 70. Encontrei normas canadenses de qualidade e comecei a me aprofundar. Foi dali que surgiu tudo o que somos hoje. Comecei a escrever livros. Entre 1989 e 1996, escrevi seis, que venderam mais de 1 milhão de exemplares. Muitas das terminologias fui eu que criei. Então se formou no Brasil uma cultura gerencial. O padrão do gerente brasileiro subiu muito. Muito.

A contribuição desse trabalho é inegável, mas existem críticas. Ouve-se que na Ambev, por exemplo, há uma excessiva pressão para atingir metas. O que o senhor pensa disso?
Olha, eu não sei de que pressão estão falando. Porque fala quem não entende. Não existe guerra, pressão, esse negócio de “ai, tô sofrendo”. Todas as metas são negociadas, em cada estágio. O processo de correr atrás de meta, na verdade, é um processo de correr atrás de conhecimento. Sabe por que o profissional da Ambev é valorizado no mercado? Porque é competente.

A crise ética no país, agravada pelos problemas na Petrobras e nas empreiteiras, pode deixar a percepção de que as empresas daqui são mais corruptas do que a média. O senhor presta consultoria em vários países. Essa percepção se justifica?
Eu não tenho essa medida. Nunca vi isso explícito entre nossos clientes. Desvios éticos, no longo prazo, não valem a pena para uma empresa.

Mas estão no noticiário todos os dias.
Talvez em alguns setores, mas não é um negócio generalizado.

O senhor pensa em assumir um cargo público depois de se aposentar?
Não. Eu vou sair da empresa com quase 80 anos. Mas não vou, necessariamente, deixar a atividade. Enquanto estiver andando e respirando, vou ajudar, desde que seja requisitado. E é provável que me chamem. Sou muito querido pelos consultores.

Texto publicado na edição de janeiro de 2016 da revista Época Negócios.

 Texto e imagem reproduzidos do site: falconi.com

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

De filho de caminhoneiro a bilionário


De filho de caminhoneiro a bilionário

A incrível história desse brasileiro que ousou pensar grande e construiu um império

Por Simone Donald

Em sua passagem relâmpago por Aracaju para proferir mais uma de suas concorridas palestras sobre empreendedorismo, o megaempresário Carlos Wizard Martins, considerado o nome mais emblemático no meio empresarial brasileiro, com negócios de grande vulto e capilaridade em outras partes do mundo, encontrou uma brecha e conversou com a gente.

Ao chegar, me deparo com um homem esguio, elegante nos gestos e no tratar, cortês, simples e com aparência frágil para os estereótipos do que é um gigante em poderio empresarial. Polido, sempre com um leve sorriso, visivelmente organizado e atento aos pormenores, enquanto recebia a Imprensa com cortesia, observava cada detalhe de enquadramento e luz para as entrevistas de TV. O maior empresário brasileiro da atualidade revelou um pouco do que pensa e de como enxerga o mundo, se mostrando muito além do óbvio- o fato de ser um bilionário elencado pela Revista Forbes.

Detentor de uma holding com inúmeras empresas de grande porte- o Grupo Sforza, ele conta que para investir em um negócio ele precisa ter capacidade de crescimento em escala, sem limitação geográfica e com contínuo potencial de crescimento. Detalhista, seus olhos percorriam o ambiente com sobriedade, revelando sua personalidade determinada que prima pela excelência.

Já nas primeiras frases, percebemos estar diante de um homem que prima pela ética e honradez, do tipo que não negocia valores, uma espécie de reserva moral que o distingue perante a opinião pública, em um país carente de exemplos. Eminentemente prático, assertivo e em busca de performance e resolutividade, Wizard falou de uma de suas novas apostas, a Aloha, empresa de Marketing de Relacionamneto que considera uma grande oportunidade para os brasileiros que não detém muitos recursos para iniciar um negócio e ganhar a liberdade financeira. Ao chancelar com seu nome esse negócio, o empresário parece ter credibilizado ainda mais o segmento.

Carregando a bandeira do empreendedorismo, como uma espécie de missionário, Wizard vive uma saga sem precedentes na história do Brasil, em inúmeras viagens, doando um pouco do seu escasso tempo para falar às massas o seu case de sucesso, na tentativa de iluminar mentes e inspirar pessoas a alcançarem um novo patamar de realização e sucesso. Motivo? Gratidão a tudo que a vida lhe sobejou! Dividir segredos impressos em seu DNA de êxitos, fazer mais milionários, mostrar que é possível sim, sair da condição de escassez e construir um caminho de prosperidade, esse é o seu legado, mas nem só de grandes negócios vive o bilionário brasileiro, sua família, que ele sempre que possível fala com visível amor e orgulho, sua fé e sua igreja, são suas prioridades máximas. Um homem equilibrado, cônscio de seu papel e longe da vida de excessos. Conheça mais dele.

Cinform – O Senhor sempre aponta o caminho do empreendedorismo como a porta para a mudança de vida, como o brasileiro comum pode entender que é possível construir uma nova realidade?

Carlos Wizard – Eu acredito que as pessoas precisam pensar grande e começar pequeno. Eu cito o meu exemplo, quando eu comecei a empreender, eu era um professor de inglês, e, embora eu tivesse um plano ,um desejo de ter uma grande escola, eu comecei pequeno, comecei dando aulas na minha casa, para 1 aluno, 2 alunos, 3 alunos…. E dessa forma o negócio foi crescendo. Então às vezes a pessoa tem um bom plano, um bom projeto, mas ele pensa que tem que encontrar um excelente ponto e fazer um investimento milionário, não é assim. O segredo é pensar grande, mas começar pequeno.

Cinform – O senhor conta que perdeu o emprego em um determinado momento, quando já era casado. Aquilo que parecia ser uma tragédia naquele momento, foi a mola propulsora para a transformação na sua vida. O senhor vislumbrava chegar aonde chegou?

Carlos Wizard – Eu jamais poderia imaginar que o meu projeto que começou de uma forma tão simples, tão doméstica, tomaria à proporção que tomou. Eu acho que todas as pessoas quando estão empreendendo, estão como a atravessar um túnel escuro, não conseguem ver o que tem no final dele, mas à medida que ela vai acreditando em si, acreditando no projeto e acreditando no seu sucesso, ela vai dando um passo de cada vez e, finalmente, consegue encontrar o resultado.

Cinform – O senhor se considera um escolhido, alguém predestinado para um feito especial? Visto que a maioria dos brasileiros trabalha muito e não consegue conquistar sucesso e prosperidade?

Carlos Wizard – Eu certamente não poderia deixar de reconhecer o valor da fé e a importância de Deus na minha vida. Quando tinha 12 anos, meus pais conheceram a Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, e graças a isso toda a nossa família ganhou. Com uma base sólida e muito trabalho construí a minha história, sendo sempre incentivado a pensar grande. Os pais precisam incentivar seus filhos, fazê-los enxergar além, reconhecer seu potencial. Eu sou um exemplo de que é possível! Sou filho de um caminhoneiro e de uma costureira, venho de uma família simples, mas com fé, honestidade, determinação e trabalho pude transformar a minha realidade. A fé ajuda o ser humano em tudo, lhe dá direcionamento, disciplina, nos faz pessoas melhores, ajuda a pensar de uma forma equilibrada, a tomar decisões. Não posso deixar de reconhecer o quanto a vida me beneficiou, sou realizado em todas as áreas, e hoje quero ajudar o máximo de pessoas, esse é o legado que quero deixar.

Cinform – Se o senhor pudesse dar um conselho, qual seria?

Carlos Wizard – Acreditar no seu potencial, entender que cada um tem capacidades e talentos específicos, que precisam ser despertados. Todos podem ter acesso ao sucesso, ascender, sonhar e conquistar, independente de onde nasceram. Tudo está na mente, é preciso pensar grande e trabalhar com disciplina. Quando o indivíduo encontra o seu talento e se esmera, tem início a transformação.

Cinform – O senhor tem uma realidade de vida muito distante da maioria dos brasileiros. Como se manter humanizado?

Carlos Wizard- Toda pessoa que chega a um patamar de liberdade financeira, tem que manter a humildade, lembrar de onde veio. Eu compartilho nas minhas palestras, que meus pais eram pessoas simples, como somos muito influenciados por nossos pais, àquela época, meu sonho era ser um caminhoneiro. Com sacrifício fui estudar nos EUA, lá me formei e guardo com carinho e gratidão o berço modesto de onde vim. Isso me conecta às pessoas.

Cinform – Um orgulho que sua vida de empresário lhe deu?

Carlos Wizard – Tenho orgulho de ter começado de forma modesta a dar aulas em casa e, a partir disso, ter criado a maior rede de escolas de idiomas do planeta, onde milhões de pessoas abriram seus horizontes, graças ao trabalho que desenvolvi. Isso me traz uma satisfação muito grande. Lembro de no ano passado, ao proferir uma palestra em Harvard, ser acessado por um rapaz que me disse: Carlos, eu queria agradecer a você, pois, se estou aqui, estudando nesta universidade, é graças também a você. Eu disse, ‘me desculpe, mas não estou lembrado, a gente se conhece?’ Ele disse, ‘não, o senhor não me conhece. Eu vim do interior da Paraíba, e na minha cidade, a única escola de Inglês que havia era a escola da sua rede. Lá eu estudei, me preparei, fiz o exame e fui aceito em Harvard. Se não fosse isso…’

Visivelmente emocionado, olhos marejados ao contar essa história, ao finalizarmos a entrevista.

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Rogério Gabriel lança o livro: “Do Chão ao Topo”


Rogério Gabriel, fundador e CEO da MoveEdu 
Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site da revista GEPN, em 27.10.2017 

ROGÉRIO GABRIEL: "SONHE GRANDE E SIGA SEUS INSTINTOS, MAS NÃO SE ESQUEÇA DAS FINANÇAS".

Fundador do Grupo Prepara e CEO da holding de educação MoveEdu lança livro em que fala dos altos e baixos de sua trajetória empreendedora.

 Por Adriano Lira

Rogério Gabriel, 52 anos, é um empreendedor de sucesso. Fundou a MoveEdu, holding que reúne diversas escolas de educação e que fatura R$ 600 milhões por ano. No entanto, a vida de Gabriel não foi feita apenas de sucessos. Ele já conviveu com o fracasso e não tem vergonha de falar sobre isso.

O empreendedor lançou “Do Chão ao Topo”, livro que fala sobre os altos e baixos de sua carreira e traz ensinamentos para quem tem ou deseja ter o próprio negócio.

Escrita por Gabriel e pelo jornalista Joaquim Castanheira, a publicação traz detalhes do fracasso de sua primeira empresa, a Precisão Informática, a criação da Prepara Cursos, o crescimento da escola e o lançamento das redes Ensina Mais, English Talk e Pingu’s English.

O livro também traz detalhes sobre a criação da MoveEdu, surgida após a aquisição das redes Microlins, People e SOS. Além disso, Gabriel traz ensinamentos para empreendedores. “É importante sonhar grande e seguir seus instintos, mas não se esqueça das finanças”, afirma.

Em entrevista a Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Gabriel fala sobre o processo de produção do livro, dá alguns detalhes de sua trajetória empreendedora e compartilha ensinamentos com os empreendedores. Confira:

Rogério, o que levou você escrever o livro?
O desejo de inspirar outros empreendedores. Quis dividir um pouco das nossa trajetória, mostrando os bons e maus bocados que passamos. Acredito que o compartilhamento do aprendizado pode contribuir para o sucesso dos empreendedores e quero fazer isso por meio do meu livro. Tanto quero ajudar que vou doar todo o lucro do livro à Endeavor.

Como foi o processo de criação?
Em 2014, a minha história tinha sido contada no livro “Vai que Dá”, da Endeavor [A publicação abordou a trajetória de 10 empreendedores brasileiros], também escrita pelo Joaquim Castanheira. No mesmo ano, percebi que seria bacana compartilhar a minha história num livro próprio.

Começamos a escrever, capítulo por capítulo. A meta era falar sobre o fracasso de meu primeiro negócio, a criação da Prepara Cursos, o crescimento da rede e o surgimento dos outros negócios do grupo. No entanto, surgiu a oportunidade de fazer a aquisição da Microlins, da People e da SOS.

Com isso, decidimos falar também sobre esse processo de compra. Percebo que as fusões em aquisições são comumente deixados de lado pelos empreendedores e que é interessante trazer detalhes deste tipo de operação.

Seu primeiro negócio foi à falência. O que aconteceu?
Em 1990, abrimos a Precisão Informática. Eu me inspirei nas megalojas de eletrônicos dos Estados Unidos. Quis trazer este conceito para cá. Além disso, tínhamos uma frente voltada à educação, com treinamentos em informática para clientes corporativos.

Chegamos a ter 10 lojas. No entanto, no passar dos anos, os eletrônicos foram se tornando quase que uma commodity no Brasil. Havia inúmeros negócios vendendo esses produtos, o que foi diminuindo as vendas e as margens. Além disso, não tínhamos um controle financeiro rígido. Eu buscava a realização dos meus sonhos, fazer o impossível, mas não olhava para o caixa. Quando percebi, a situação da empresa estava muito complicada e estava repleto de dívidas.

Apesar de quebrar, você decidiu continuar empreendendo? Por quê?
Eu confesso que, quando estávamos nessa situação fragilizada, eu cheguei a parar na frente do computador e começar a montar o meu currículo. Tenho boa formação, tenho curso superior. Teria chances no mercado de trabalho. Mas quando estava na metade da elaboração do currículo, parei, olhei para cima e me senti infeliz.

Decidi que, apesar de tudo, eu queria empreender. Apesar das dívidas, decidi arriscar um pouco mais e tentar me reerguer.

E por que a escolha do mercado de cursos?
Nós já dávamos treinamentos a empresas na Precisão. Tínhamos uma metodologia com foco no ataque aos problemas dos clientes, que gostavam do que viam. Decidi investir nesse mercado, mas não trabalhando com empresas, mas com pessoas físicas, no varejo.

Em 2004, começamos a converter algumas unidades da Precisão em escolas. A ideia foi fazendo sucesso – os clientes gostavam da nossa aplicação prática. Também apostamos em uma relação individualizada entre professores e alunos que foi interessante.

Dois anos e meio depois, já tínhamos sete unidades do Prepara.

A partir daí, a situação melhorou bastante, certo?
Sim. Fui pagando as dívidas do outro negócio e começando uma retomada. A Prepara cresceu bastante. Posteriormente, abrimos outros negócios: a Ensina Mais, de reforço escolar, que hoje se chama Ensina Mais Turma da Mônica; e English Talk e Pingu’s English, de ensino de idiomas. Neste ano, finalmente, fizemos as aquisições de Microlins, SOS e People e mudamos o nome da nossa holding: antes, ela se chamava Grupo Prepara; agora, se chama MoveEdu.

Você poderia explicar melhor essa relação entre Ensina Mais e Turma da Mônica?
A nossa relação começou em 2012. Na época, a ideia era criar campanhas usando a Turma da Mônica para promover a Ensina Mais. No entanto, em uma reunião com Mauricio de Sousa, o criador da série, teve a ideia de criar uma escola da Turma da Mônica.

Na ocasião, achamos que não era o melhor momento para darmos esse passo. Mas mantemos contato. Anos depois, fechamos a parceria e mudamos o nome do negócio para Ensina Mais Turma da Mônica no começo deste ano.

Rogério, hoje você tem um negócio que fatura centenas de milhões de reais. O que te motiva a continuar empreendendo em vez de ir descansar ou fazer outra coisa?
O que me motiva muito é o propósito, o prazer de influenciar positivamente a vida das pessoas. Eu costumo dizer que ajudar uma pessoa já é bom. Então imagine contribuir para o progresso de meio milhão de estudantes? É isso que acontece quando se empreende em um mercado como o da educação. Gerar riquezas e formar pessoas melhores me dá mais felicidade do que qualquer outra coisa que eu pudesse fazer.

Depois de décadas de empreendedorismo, momentos bons e ruins, que ensinamentos você daria para um empreendedor iniciante?
No livro, eu falo de sete ensinamentos. Vou falar aqui de três deles. O primeiro é cuidar do caixa. Fracassei por não ter o controle das finanças. Mas apesar disso, é importante sonhar alto e ter instinto. Esses dois últimos valores são essenciais para um empreendedor que deseja ir longe.

Texto e imagens reproduzidos do site: revistapegn.globo.com

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O que é Empreendedorismo?

Imagem reproduzida do Blog do Empreendedor

Significado de Empreendedorismo.

O que é Empreendedorismo:

Empreendedorismo significa empreender, resolver um problema ou situação complicada. É um termo muito usado no âmbito empresarial e muitas vezes está relacionado com a  criação de empresas ou produtos novos.

Empreender é também agregar valor, saber identificar oportunidades e transformá-las em um negócio lucrativo.

O conceito de empreendedorismo foi utilizado inicialmente pelo economista Joseph Schumpeter, em 1950.

O empreendedorismo é essencial nas sociedades, pois é através dele que as empresas buscam a inovação, preocupam-se em transformar conhecimentos em novos produtos. Existem, inclusive, cursos de nível superior com ênfase em empreendedorismo, para formar indivíduos qualificados para inovar e modificar as organizações, modificando assim o cenário econômico.

O empreendedorismo corporativo significa aplicar a atitude de empreendedor no âmbito corporativo, ou seja, de uma empresa. A presença de empreendedores em uma empresa potência o seu crescimento.

Características de um empreendedor.

Um empreendedor é um indivíduo que não espera as coisas acontecerem, mas é uma pessoa proativa, ou seja, faz as coisas acontecerem. Um empreendedor está altamente motivado, tem boas ideias e sabe como implementá-las de forma a alcançar os seus objetivos. Um empreendedor é alguém que não tem medo de iniciar projetos de uma forma arrojada. Por esse motivo, é bastante comum um empreendedor assumir a direção de uma empresa.

Alguém que empreende acredita no seu potencial, apresenta capacidade de liderança e consegue facilmente trabalhar em equipe. Além disso, o empreendedor sabe que um fracasso é apenas uma oportunidade de aprender e ser melhor, e não se deixa abalar com isso.

Empreendedorismo social.

Empreendedorismo social é a expressão que designa um conjunto de atitudes válidas que têm um impacto positivo na sociedade.

O empreendedorismo social difere do empreendedorismo "clássico" porque tem como objetivo pensar em soluções que melhoram a sociedade e não em soluções que resultam em lucro para o empreendedor.

Empreendedorismo e inovação.

O empreendedorismo está fortemente relacionado com a inovação, porque pode significar criar riqueza através de novos produtos, novos métodos de produção, novos mercados, novas formas de organização etc. O empreendedor é responsável pelo empreendedorismo, para gerar lucro para a organização, e valor para o cliente.

Texto reproduzido do site: significados.com.br

sábado, 11 de março de 2017

Rogério Gabriel: de estagiário a CEO da própria empresa


Rogério Gabriel: de estagiário a CEO da própria empresa.

A vida do empreendedor é cheia de percalços. Cair e levantar são partes do caminho e a estrada é longa e repleta de desafios. Mas, com persistência, disciplina e muita paixão é possível alcançar o sucesso.

Este é o caso de Rogério Gabriel, fundador e presidente do Grupo Prepara, uma maiores redes de franquias de educação do país. CEO da sua própria empresa, o executivo  comanda um time com mais de mil colaboradores, que inclui masteres, franqueados, vendedores, além de funcionários internos. Ele é um desses empresários natos que com muito esforço e trabalho, conseguiu colocar seus planos em prática.

Nascido em uma família de empreendedores do segmento alimentício, Rogério tinha como hobby predileto acompanhar seu pai nas negociações do comércio. Com esse hábito, nasceu o desejo de trilhar o mesmo caminho e se tornar dono do seu próprio negócio.

Apaixonado pela área tecnológica, Rogério se formou em Ciência da Matemática e Computação pela Unicamp. Neste período, ele estagiou em uma grande corporação do setor, em São José do Rio Preto. Com o bom desempenho em seu cargo, o estudante já era cogitado para trilhar um plano de carreira, em que poderia chegar à diretoria da empresa.

Mas, o desejo de se tornar patrão continuava vivo no empresário, Rogério pediu demissão e seu chefe o apoiou, pois sabia que o aprendiz teria muito sucesso na caminhada. Aos 25 anos, ele criou sua primeira empresa, a Precisão Informática, uma das maiores empresas do segmento no interior. Mas, em 2001, com o boom do setor, as margens começaram a ser pressionadas e, o que um dia foi inovador, se tornou commodity.

Com um prejuízo de R$10 milhões somado ao desejo de dar a volta por cima, a solução foi se reinventar. Em uma das salas da Precisão, onde eram oferecidos treinamentos corporativos de informática, o empreendedor percebeu uma grande oportunidade: oferecer cursos profissionalizantes para jovens de classes emergentes, que desejavam ingressar no mercado de trabalho.

Foi assim que, em 2004, Rogério Gabriel fundou a primeira unidade da Prepara Cursos, semente do Grupo Prepara, em Catanduva – interior de São Paulo. O empreendedor uniu a isso seu interesse por tecnologia, criando um método inovador, de ensino individualizado, que utilizasse essa ferramenta para melhorar o aprendizado dos alunos. O know-how em desenvolvimento de softwares facilitou o trabalho. Com esse modelo, era possível ter vários estudantes na mesma sala de aula, com computadores individuais, estudando em diferentes estágios de aprendizagem e no seu próprio ritmo. O negócio deu certo. Passou a ser lucrativo e um ano depois a segunda unidade era inaugurada em São José do Rio Preto, onde hoje fica a sede do Grupo Prepara.

Pouco tempo depois, Rogério decidiu expandir o negócio por meio do modelo de franquias. Os primeiros seis franqueados eram ex-funcionários que acreditaram no sonho do patrão e investiram as suas economias para abrir escolas da Prepara Cursos. Atualmente, a rede faz parte das 50 maiores marcas de franquias do país, sendo a 4ª maior empresa de educação,  com mais de 450 unidades.

Decidido a diversificar o portfólio, o Grupo Prepara criou, em 2012, a Ensina Mais, rede de apoio escolar que também utiliza a tecnologia, presente no DNA do Grupo, para ensinar português, matemática, inglês e informática para alunos do Ensino Fundamental. Com 100 unidades em operação, Rogério percebeu a necessidade de reformular o formato para impulsionar os negócios no mercado educacional. E neste ano,  a rede passou a operar como Programas Educacionais Ensina Mais Turma da Mônica, fruto de uma parceria com a Mauricio de Sousa Produções. O projeto que traz uma nova metodologia, material didático e toda infraestrutura imersa nas histórias dos personagens mais animados dos gibis, oferece as crianças um ensino baseado nas novas tendências educacionais do Século 21. 

O Grupo Prepara também ampliou sua atuação no segmento de ensino de idiomas. Em parceria com a Linguaphone Group, trouxe ao Brasil a Pingu’s English, que oferece inglês para crianças de 2 a 10 anos.  O curso se baseia na facilidade de aprendizagem observada na primeira infância, momento em que as crianças desenvolvem a fala, escrita, leitura e escuta das línguas.  Atualmente, a rede já possui 8 unidades em território nacional.

Voltada para o público jovem e adulto e com metodologia híbrida inovadora, utilizada pelas maiores universidades do mundo e inédita no Brasil, a English Talk é a quarta marca do grupo e adota as melhores práticas de interação presencial entre alunos e professores. A rede de inglês para jovens e adultos do Grupo Prepara já possui 6 unidades, situadas em São José do Rio Preto e Catanduva (interior), João Pessoa (PE), Guaratã do Norte (MT) e duas na capital de São Paulo: Tatuapé e Santana.

Com 800 franqueados e um faturamento de R$305 em 2016, a rede tem a perspectiva de crescer 20% neste ano.

Empreendedor Endeavor

Em 2012, Rogério Gabriel se tornou empreendedor Endeavor, uma das principais organizações de fomento ao empreendedorismo no mundo. E o Grupo Prepara foi um dos dez cases que a entidade escolheu para publicar em seu novo livro, o #VQD – VAI QUE DÁ, que chegou às livrarias em setembro de 2014.

O livro traz a história de dez empreendedores brasileiros que transformaram o sonho de empreender em empresas de alto impacto na sociedade.

Sua história empreendedora também foi contada, neste ano,  no livro “50 Anos Unicamp– Uma história de inovação e empreendedorismo”. A obra foi lançada para comemorar os 50 anos da Universidade Estadual de Campinas. O exemplar está disponível na biblioteca da instituição.

 Texto e imagem reproduzidos do site: amagiadomundodosnegocios.com

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ex-cortadora de cana conta como ganhou o seu primeiro milhão


Publicado originalmente no site Economia/IG, em 13/12/2016.

Ex-cortadora de cana conta como ganhou o seu primeiro milhão.
Por Flávia Denone.

De cortadora de cana a dona de uma loja virtual que fatura mais de R$ 1,8 milhão. Essa é a história de Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias.

A vontade de vencer na vida sempre foi o foco de Sabrina Nunes, mesmo antes de descobrir sua vocação em empreendedorismo. Após se formar em Serviço Social e não conseguir emprego na área em Itinga, Minas Gerais, ela seguiu para Mato Grosso do Sul com a promessa de trabalhar em uma usina. “Em época de colheita meu padrasto seguia com outros trabalhadores para colher cana e fui junto em uma dessas viagens”, disse a empresária.

Ao chegar lá, a oportunidade de trabalhar na usina não aconteceu e Sabrina foi para a colheita de cana-de-açucar. “Fiquei pouco menos de um ano trabalhando como cortadora de cana, até que veio a oportunidade de trabalhar na usina, dessa vez como secretária”, explicou ela que até então nada sabia sobre empreendedorismo.

Sabrina contou ao Brasil Econômico que, no período em que trabalhou como secretária no Mato Grosso do Sul, se interessou pela engenharia, foi então que tentou uma bolsa para fazer a segunda universidade. “Ao ver o trabalho e o salário dos engenheiros que trabalhavam na usina me interessei pela área e fui atrás de uma bolsa de estudos”.

Sabrina Nunes afirmou que conseguiu ingressar na faculdade de engenharia pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni). “Consegui a vaga no Prouni no Rio de Janeiro. Deixei tudo para trás e fui pro Rio estudar”, enfatizou a empresária.

A grande ideia.

Os brincos são os itens mais vendidos na loja virtual Francisca joias
Já na cidade maravilhosa e mais uma vez em busca de uma vida melhor, Sabrina ao ver uma reportagem sobre o marketplace de artesanatos Elo7, se interessou e passou então a vender semijoias pelo canal. “Investi R$ 300 em e-mail marketing e faturei R$ 3 mil, foi ai que eu descobri que o marketing digital funcionava”.

Após dois anos se desdobrando entre o trabalho na Pontifícia Universidade Católica – Rio e estudando engenharia na Universidade Gama Filho, Sabrina resolveu deixar tudo para trás e criar a sua loja virtual de semijoias. “Joguei tudo para o alto e montei o site Francisca Joias”, enfatizou a empresária que pretende fechar 2016 com R$ 2,5 milhões em faturamento.

O nome Francisca Joias é em homenagem a sua avó e hoje 30% da fabricação das peças vendidas na loja virtual é própria. “Os produtos que precisam de banho (de prata ou ouro) são terceirizados. As peças são produzidas por mulheres e isso fomenta o empreendedorismo feminino”, enfatiza a fundadora da Francisca Joias.

Venda direta.

Além da venda online, a empresária explicou que outra forma de rentabilizar a sua marca foi trabalhar com a venda direta. “Trabalhamos no varejo e no atacado. Hoje temos mais de 550 revendedoras que compram no atacado com desconto de 40% nas peças e revendem a um valor maior”, disse ao Brasil Econômico.

Mesmo em ano de crise Sabrina Nunes afirmou ter crescimento em vendas e vê nas redes sociais o melhor canal de divulgação de sua marca e para ensinar empreendedorismo para outras mulheres. “Temos um canal no Youtube, em que ensino técnicas de vendas a nossas parceiras, como elas podem melhorar o atendimento, a importância do uso da máquina de cartão para comodidade de suas clientes, entre outras dicas de empreendedorismo”, disse ao que completou. “Temos muitos fãs no Facebook e no Instagram e nesses canais prezamos pelo atendimento diferenciado”, enfatizou a empresária que diz crescer sua operação em 10% ao mês vendendo semijoias.

Texto e imagem reproduzidos do site: economia.ig.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Palestra com Geraldo Rufino

Empresário criou primeiro negócio aos 11 anos...

Rufino com os filhos na sede da JR Diesel.

Publicado originalmente no site do ESTADÃO, em 29 Abril 2014.

Empresário criou primeiro negócio aos 11 anos na comunidade onde morava.

Cris Olivette.

O talento empreendedor pode ser desenvolvido, mas em alguns casos é um dom natural. A história do fundador da JR Diesel, Geraldo Rufino, não deixa dúvidas. Aos 55 anos, comanda 150 pessoas e fechou 2013 faturando R$ 50 milhões.

“Arrumei um jeito de ganhar dinheiro aos 11 anos. Pegava latinhas em um aterro instalado perto da Favela do Sapé (na zona oeste de São Paulo), onde morava com meu pai e irmãos. ” O dinheiro da venda de latinhas foi investido na criação de um campo de futebol na comunidade. “Pedi autorização à Prefeitura para montar o campo em um terreno que havia no local. Comprei traves, uniformes e passei a administrar a locação do espaço e dos uniformes.“

O faro empreendedor, não parou por aí. “Construí uma frota de carrinhos de madeira, que alugava para outros meninos fazerem carreto nas feiras. ” Ao ser contratado para trabalhar no Playcenter, Rufino tinha 14 anos e já havia comprado um Fusca. “Certo ou errado, meus negócios tinham rendido o suficiente para comprar o carro. “

No Playcenter, trabalhou durante 15 anos, começando como office boy. “Meus chefes me fizeram voltar à escola. Cheguei a entrar na faculdade, mas trabalhava 16 horas de segunda a domingo e tive de optar. Como já era apaixonado por ganhar dinheiro, parei de estudar. “

Enquanto trabalhava no Playcenter, Rufino pensava em criar um pequeno negócio para ter a sensação de segurança. “Resolvi comprar uma Kombi e dar para meus irmãos fazerem carretos. Com o tempo, dei um caminhão para cada um. Por ironia do destino, eles se envolveram, simultaneamente, em um acidente. Era hora de recomeçar e criei um novo negócio. “

Aproveitando as partes que sobraram dos dois caminhões, Rufino criou uma empresa para reciclar veículos desse tipo envolvidos em acidentes e comercializar suas peças. “O negócio engrenou, meus irmãos se empolgaram com o dinheiro e perderam o foco. Compraram sítio, gado, e acabaram quebrando a empresa, que estava em meu nome. “

Para saldar as dívidas e limpar o nome, Rufino deixou, temporariamente, o Playcenter para reorganizar a empresa. “Feito isso, não tive coragem de vender o negócio e demitir seis funcionários. Acabei conciliando as duas atividades, até ficar totalmente envolvido e ter de deixar o emprego. “

Em 1987, aos 29 anos, Rufino deixou o cargo de diretor das Playlands instaladas em todo o Brasil, e começou a fazer uma coisa diferenciada em sua empresa. “Apesar de todos acharem um absurdo desmontar um caminhão Mercedes, eu acreditava que desmanchar coisas de qualidade era uma forma de atingir empresas mais estruturadas, que poderiam dar sustentação ao negócio. “

Mais uma vez estava certo. Ele conta que um caminhão com 10 anos de uso é considerado novo. “Nossa média para desmontar um caminhão são seis anos e o limite são 15 anos. Só compramos de pessoa jurídica porque o segmento é delicado, não podemos correr riscos. “

Texto e imagem reproduzidos do site: economia.estadao.com.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Por que fazemos o que fazemos?



Publicado originalmente no site da BBC Brasil, em 3 de agosto de 2016.

Bem-formada, nova geração chega mal-educada às empresas, diz filósofo.

Ingrid Fagundez
Da BBC Brasil em São Paulo

Cortella lança o livro "Por que fazemos o que fazemos?" sobre a busca de propósito no trabalho

Segunda-feira, seis da manhã. O despertador toca e você não quer sair da cama. Está cansado? Ou não vê sentido no que faz?

Na introdução de seu novo livro, o filósofo e escritor Mario Sergio Cortella coloca em poucas palavras o questionamento central da obra Por que fazemos o que fazemos? Lançada em julho, ela trata da busca por um propósito no trabalho, uma das maiores aflições contemporâneas.

Em entrevista à BBC Brasil, Cortella, também doutor em Educação e professor, fala como um mundo de múltiplas possibilidades levou as pessoas a negarem ser apenas uma peça na engrenagem.

O filósofo explica como a combinação de um cenário imediatista, anos de bonança e pais protetores fez com que a "busca por propósito" dos jovens seja muitas vezes incompatível com a realidade.

"No dia a dia, eles se colocam como alguém que vai ter um grande legado, mas ficam imaginando o legado como algo imediato."

O dilema da geração Y na crise: Voltar a estudar ou aceitar 'qualquer coisa'?

Essa visão "idílica", afirma, transforma escritórios e salas de aula em palcos de confronto entre gerações. "Parte da nova geração chega nas empresas mal-educada. Ela não chega mal-escolarizada, chega mal-educada. Não tem noção de hierarquia, de metas e prazos e acha que você é o pai dela."

Leia os principais trechos da entrevista abaixo:

BBC Brasil - O que desencadeou a volta da busca pelo propósito?

Mario Sergio Cortella - A primeira coisa que desencadeou foi um tsunami tecnológico, que nos colocou tantas variáveis de convivência que a gente fica atordoado. A lógica para minha geração foi mais fácil. Qual era a lógica? Crescer, estudar. Era escola, e dependendo da tua condição, faculdade. Não era comunicação em artes do corpo. Era direito, engenharia, tinha uma restrição. Essa overdose de variáveis gerou dificuldade de fazer escolhas. Isso produz angústia em relação a esse polo do propósito. Por que faço o que estou fazendo? Faço por que me mandam ou por que desejo fazer? Tem uma série de questões que não existiam num mundo menos complexo. Não foi à toa que a filosofia veio com força nos últimos vinte anos. Ela voltou porque grandes questões do tipo "para onde eu vou?", "quem sou eu?", vieram à tona.

BBC Brasil - Podemos dizer que nesse contexto vai ser cada vez menor o número de pessoas que não tem esses questionamentos?

Mario Sergio Cortella - Cada vez menor será o número de pessoas que não se incomoda com isso. O próprio mundo digital traz o tempo todo, nas redes sociais, a pergunta: "por que faço o que faço?", "por que tomo essa posição?". E aquilo que os blogs e os youtubers estão fazendo é uma provocação: seja inteiro, autêntico. É a expressão "seja você mesmo", evite a vida de gado.

BBC Brasil - No seu livro, você fala da importância do reconhecimento no trabalho. Qual é ela?

Mario Sergio Cortella - O sentir-se reconhecido é sentir-se gostado. Esse reconhecimento é decisivo. A gente não pode imaginar que as pessoas se satisfaçam com a ideia de um sucesso avaliado pela conquista material. O reconhecimento faz com que você perca o anonimato em meio à vida em multidão. No fundo, cada um de nós não deseja ser exclusivo, único, mas não quer ser apenas um. Eu sou um que importa. E sou assim porque é importante fazer o que faço e as pessoas gostam.

BBC Brasil - Pelo que vemos nas redes sociais, os jovens estão trazendo essa discussão de forma mais intensa. Você percebeu isso?

Mario Sergio Cortella - Há algum tempo tenho tido leitores cada vez mais jovens. Como me tornei meio pop, é comum estar andando num shopping e um grupo de adolescentes pedir para tirar foto.Uma parcela dessa nova geração tem uma perturbação muito forte, em relação a não seguir uma rota. E não é uma recuperação do movimento hippie, que era a recusa à massificação e à destruição, ao mundo industrial. Hoje é (a busca por) uma vida que não seja banal, em que eu faça sentido. É o que muitos falam de 'deixar a minha marca na trajetória'. Isso é pré-renascentista. Aquela ideia do herói, de você deixar a sua marca, que antes, na idade média, era pelo combate. O destaque agora é fazer bem a si e aos outros. Não é uma lógica franciscana, o "vamos sofrer sem reclamar". É o contrário. Não sofrer, se não for necessário. Uma das coisas que coloco no livro é que não há possibilidade de se conseguir algumas coisas sem esforço. Mas uma das frases que mais ouço dos jovens, e que para mim é muito estranha, é: quero fazer o que eu gosto.

BBC Brasil - Esse é um pensamento comum entre os jovens quando se fala em carreira?

Mario Sergio Cortella - Muito comum, mas está equivocado. Para fazer o que se gosta é necessário fazer várias coisas das quais não se gosta. Faz parte do processo. Adoro dar aulas, sou professor há 42 anos, mas detesto corrigir provas. Não posso terceirizar a correção, porque a prova me mostra como estou ensinando. Não é nem a retomada do 'no pain, no gain' ('sem dor, não há ganho'). Mas é a lógica de que não dá para ter essa visão hedonista, idílica, do puro prazer. Isso é ilusório e gera sofrimento.

BBC Brasil - O sofrimento seria o choque da visão idílica com o que o mundo oferece?

Mario Sergio Cortella - A perturbação vem de um sonho que se distancia no cotidiano. No dia a dia, a pessoa se coloca como alguém que vai ter um grande legado, mas fica imaginando o legado como algo imediato. Gosto de lembrar uma história com o Arthur Moreira Lima, o grande pianista. Ao terminar uma apresentação, um jovem chegou a ele e disse 'adorei o concerto, daria a vida para tocar piano como você'. Ele respondeu: 'eu dei'. Há uma rarefação da ideia de esforço na nova geração. E falo no geral, não só da classe média. Tivemos uma facilitação da vida no país nos últimos 50 anos - nos tornamos muito mais ricos. Isso gerou nas crianças e jovens uma percepção imediatizada da satisfação das necessidades. Nas classes B e C têm menino de 20 anos que nunca lavou uma louça.

BBC Brasil - Quais as consequências dessa visão idealizada?

Mario Sergio Cortella - Uma parte da nova geração perde uma visão histórica desse processo. É tudo 'já, ao mesmo tempo'. De nada adianta, numa segunda-feira, castigar uma criança de cinco anos dizendo: sábado você não vai ao cinema. A noção de tempo exige maturidade. Vejo na convivência que essa geração tem uma visão mais imediatista. Vou mochilar e daí chego, me hospedo, consigo, e uma parte disso é possível pelo modo que a tecnologia favorece, mas não se sustenta por muito tempo. Quando alguns colocam para si um objetivo que está muito abstrato, sofrem muito. Eu faço uma distinção sempre entre sonho e delírio. O sonho é um desejo factível. O delírio é um desejo que não tem factibilidade.

BBC Brasil - Muitos deliram nas suas aspirações?

Mario Sergio Cortella - Uma parte das pessoas delira. Ela delira imaginando o que pode ser sem construir os passos para que isso seja possível. Por que no campo do empreendedorismo existe um nível de fracasso muito forte? Porque se colocou mais o delírio do que a ideia de um sonho. O sonho é aquilo que você constrói como um lugar onde quer conquistar e que exige etapas para chegar até lá, ferramentas, condições estruturais. O delírio enfeitiça.

BBC Brasil - Qual é o papel dos pais para que a busca pelo propósito dos jovens seja mais realista?

Mario Sergio Cortella - Alguns pais e mães usam uma expressão que é "quero poupar meus filhos daquilo que eu passei". Sempre fico pensando: mas o que você passou? Você teve que lavar louça? Ou está falando de cortar lenha? Você está poupando ou está enfraquecendo? Há uma diferença. Quando você poupa alguém é de algo que não é necessário que ele faça. Tem coisas que não são obrigatórias, mas são necessárias. Parte das crianças hoje considera a tarefa escolar uma ofensa, porque é um trabalho a ser feito. Ela se sente agredida que você passe uma tarefa. Parte das famílias quer poupar e, em vez de poupar, enfraquece. Estamos formando uma geração um pouco mais fraca, que pega menos no serviço. Não estou usando a rabugice dos idosos, 'ah, porque no meu tempo'. Não é isso, é o meu temor de uma geração que, ao ser colocada nessa condição, está sendo fragilizada.

BBC Brasil - Sempre lemos e ouvimos relatos de conflitos entre chefes e subordinados, alunos e professores. Como se explicam esses choques?

Mario Sergio Cortella - Criou-se um fosso pelo seguinte: crianças e jovens são criados por adultos, que são seus pais e mantêm com eles uma relação estranha de subordinação. A geração anterior sempre teve que cuidar da geração subsequente e essa vivia sob suas ordens. A atual geração de pais e mães que têm filhos na faixa dos dez, doze anos, é extremamente subordinada. Como há por parte dos pais uma ausência grande de convivência, no tempo de convivência eles querem agradar. É a inversão da lógica. Eu queria ir bem na escola para os meus pais gostarem, não era só uma obrigação. Essa lógica faz com que, quando o jovem vai conviver com um adulto que sobre ele terá uma tarefa de subordinação, na escola ou trabalho, haja um choque. Parte da nova geração chega nas empresas mal-educada. Ela não chega mal-escolarizada, chega mal-educada. Não tem noção de hierarquia, de metas e prazos e acha que você é o pai dela. Obviamente que ela também chega com uma condição magnífica, que é percepção digital, um preparo maior em relação à tecnologia.

Texto e imagens reproduzidos do site: bbc.com

sábado, 14 de maio de 2016

Bel Pesce fala sobre talento para o empreendedorismo

Bel Pesce dá dicas sobre o mundo do empreendedorismo.
Foto: Portal Infonet.

Infonet > Educação > Noticias > 12/05/2016.

Bel Pesce fala sobre talento para o empreendedorismo.

Empresária volta a Aracaju para dar palestra a universitários.

Com um vasto conhecimento na área do empreendedorismo, graduações nos cursos de engenharia elétrica, ciências da computação, administração, economia e matemática e proprietária da escola de empreendedorismo e habilidade FazINOVA, Bel Pesce é uma das jovens mais influentes nas redes sociais. Além de percorrer um caminho de sucesso até a fundação da sua escola– passando por empresas como a Microsoft, Google e Deutsche Bank, Bel é autora ainda de três livros.

Ela retorna a Aracaju para ministrar uma aula sobre seus conhecimentos no empreendedorismo para uma comunidade universitária, dando dicas, descobrindo e estimulando novos talentos. Ao Portal Infonet ela contou sobre o seu trabalho e peculiaridades do mundo do empresário.

Confira o vídeo:

Texto, foto e vídeo reproduzidos do site: infonet.com.br

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rogério Gabriel conta sua história empreendedora


10 Histórias de Empreendedores de Sucesso. 

Qual seria o melhor sinônimo para empreender? Quando ouve essa pergunta, Jorge Paulo Lemann, um dos maiores empreendedores do país, responde "vai que dá"!

Ele e Beto Sicupira assinam os prefácios do segundo livro publicado pela Endeavor no Brasil, que conta as histórias de 10 empreendedores que superaram dificuldades e transformaram sonhos grandes em negócios de alto impacto. O livro foi escrito por Joaquim Castanheira e editado pela Portfolio Penguim, sob encomenda da Endeavor e da Integration. Os empreendedores retratados são:


 
Rogério Gabriel, do Grupo Prepara.
Foto reproduzida do site: 
diarioweb.com.br

Rogério Gabriel conta sua história empreendedora e quais foram os principais desafios que o levou a tornar o Grupo Prepara um dos maiores grupos nacionais de educação do país

Vencer no mercado de educação é um privilégio, especialmente para quem faz com que suas marcas figurem entre as 10 microfranquias que mais crescem no país, segundo ranking 2014 da ABF (Associação Brasileira de Franchising). Essa foi uma das grandes conquistas de Rogério Gabriel, fundador do Grupo Prepara – rede nacional de educação que fatura quase R$ 300 milhões e possui mais de 800 unidades em todo país. O empreendedor que se tornou Endeavor em 2012 é reconhecido internacionalmente por sua trajetória e conta sua história no #VQD - VAI QUE DÁ.

Escrito com o objetivo de inspirar uma nova geração de empreendedores de alto impacto no Brasil, a obra é uma idealização da Endeavor, uma das principais organizações de fomento ao empreendedorismo no mundo. Feito em parceria com a Integration e publicado pela Portfolio/Penguin, conta as histórias de 10 empreendedores que estão transformando o país com seus negócios. Organizada por Joaquim Castanheira, a obra já está à venda nas principais livrarias do país.

Em seu capítulo, Rogério Gabriel conta quais foram os grandes desafios em empreender e o que levou o Grupo Prepara a ser um dos maiores grupos nacionais de educação do país.

“É uma grande honra poder contribuir e contar a minha história junto com outros grandes empreendedores de sucesso. Espero que a obra sirva de inspiração, encoraje e estimule todos que desejam se tornar donos do próprio negócio”, declara Rogério.

Formado em Ciência da Matemática e Computação pela Unicamp e com MBA em Marketing pela FGV, Rogério era empreendedor no mercado de informática e sua empresa figurava entre as 100 maiores e melhores de TI do Brasil, sendo líder na região onde atuava, em São José do Rio Preto (SP). Sem fôlego para competir com grandes varejistas, Rogério teve que fechar as portas. Foi então que, na pequena sala de treinamento instalada na sede de sua antiga empresa, vislumbrou a Prepara Cursos, primeira marca do Grupo Prepara.

O negócio deu certo e hoje o Grupo é detentor das redes Prepara Cursos, Ensina Mais complemento Escolar e da recém-lançada English Talk. Além de funcionários que se tornaram franqueados, Rogério tem um legado de colaboradores que o acompanha há quase 20 anos. Por essas e por outras, o time do Grupo se intitula como a família Prepara e Rogério só tem a comemorar.

Entre as grandes premiações das marcas, está a da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que reconheceu a Prepara Cursos por três anos como a Melhor Franquia do Brasil. Além disso, o Grupo Prepara conquistou o Selo de Excelência em Franchising - SEF 2014, da ABF, e o prêmio TOP 25 do Franchising Brasileiro, do Grupo Bittencourt.  Eles também foram considerados pela revista Exame PME uma das PMEs que mais crescem no Brasil.

Fontes:

Site: info.endeavor.org.br
Site: grupoprepara.com.br